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Há algumas décadas, ouvíamos que ter um diploma era garantia de um emprego estável e que duraria para a vida toda. Nos últimos anos, esse discurso foi substituído pela previsão de novas profissões e do desemprego tecnológico, dando continuidade ao pensamento e idealização de um futuro distante, incerto e pouco claro.
Nos últimos meses, temos vivido algo que não foi previsto e nem mesmo considerado nos planos e nas visões do amanhã, comprovando-nos que a mudança é o padrão.
Diante disso, podemos nos perguntar: e por que dedicar tempo para alcançar uma graduação?
Bom, a resposta é mais simples do que parece: se antes não tínhamos tempo para estudar e a experiência era a melhor escola, hoje o isolamento social nos poupa o deslocamento para o trabalho e a escola esticando o nosso tempo e subtraindo o contato e a troca presencial necessária para o aprendizado no exercício de uma função. Logo, aquele que aproveitar o tempo livre e isolado para adquirir conhecimento, terá acumulado muito mais ferramentas que o ajudarão na entrada ou permanência no mercado de trabalho.
A graduação, mais do que um diploma, proporciona-nos o aprendizado de comportamentos, formas de pensar e resolver problemas necessárias ao desempenho das funções de cada área de atuação. Assim, o engenheiro desenvolve seu raciocínio lógico, o arquiteto a sua expressão criativa, o enfermeiro a sua empatia e o advogado a sua argumentação. Essas e outras habilidades, aliadas à inovação, à curiosidade e ao compromisso com a melhora da realidade, são essenciais para a renovação das profissões e relevância no mercado de trabalho.
Em uma visão realista, deve-se considerar que não é a profissão que deixará de existir, mas a atuação limitada do profissional sim. Um exemplo disso é o home office, que já era apontado como uma das promessas para o futuro do trabalho e hoje é o modelo oficial de centenas de empresas e profissionais brasileiros, em decorrência da pandemia, mudando inclusive áreas tradicionais como a Medicina e o Direito.
Por isso, é importante buscar uma área em que tenhamos interesse em uma instituição que possa ofertar a mesma qualidade de ensino mesmo em tempos de pandemia. Vale a pena pesquisar a inserção no mercado de trabalho dos alunos que já se formaram nela, a qualificação de seus professores e quais experiências podem ser desfrutadas durante o curso.