Atendimento clinico

Atendimento clinico individual

Tem por objetivo, facilitar o desenvolvimento infantil respeitando as diferenças individuais e as potencialidades das crianças, baseado no Modelo DIR®/Floortime . Esse programa é indicado para crianças de todas as idades, adolescentes e adultos.

Para entrar nesse programa a pessoa passa por uma avaliação previa, onde são observadas as diferenças individuais, as capacidades do desenvolvimento e a forma de interação com seus familiares. A avaliação consiste em seis encontros, sendo o primeiro somente com os familiares, afim de entender a dinâmica familiar, bem como ter um conhecimento dos interesses e potencialidades da criança/adulto. Os quatro encontros seguintes são realizados com a Criança/adulto, pelo menos um familiar e o terapeuta, onde observamos como podemos adaptar nossas ações para facilitar a interação, o engajamento, a comunicação, a resolução de problemas e o pensamento.

No ultimo encontro, explicamos o que foi observado e qual será a base do tratamento, com entrega do relatório.

Centrinho

O Centrinho tem por objetivo criar uma rotina com atendimentos individuais, grupos de musicoterapia, grupos com atividades psicopedagógicas e grupos de Floortime™, visando o desenvolvimento individual e social. 

Esse programa é indicado para crianças a partir de 3 anos de idade.

O Centrinho funciona com atendimentos 3 vezes por semana, com duração de 3 horas por dia. A rotina consiste em:

· segundas e sextas: 1 atendimento individual, 1 atendimento em grupo de musicoterapia e 1 atendimento em grupo de Floortime™;

· quartas: 1 atendimento individual, 1 atendimento em grupo de psicopedagogia e 1 atendimento em grupo de Floortime™;

· uma vez por semana temos a Terapeuta Ocupacional, que dá suporte para os mediadores e pais na realização de atividades de vida diária.

 

Durante toda a rotina do Centrinho as crianças são acompanhadas por mediadores, que facilitam a interação criança/criança e criança/adultos e também a realização das atividades semiestruturadas.

Os grupos são importantes para a preparação ou suporte para a rotina escolar, assim como facilitam a organização da criança frente à rotina e participação da construção das brincadeiras e situações do cotidiano. 

Nas atividades semiestruturadas, estimulamos coordenação motora ampla e fina, atenção e linguagem e habilidades pedagógicas.

As crianças que participam desse programa passam pela mesma avaliação supracitada e podem ser encaminhados para as atividades em grupo de acordo com seu perfil individual.

Avaliação

Todas as crianças atendidas no CACI passam pelo processo de Avaliação pelo qual são observadas as diferenças individuais, as capacidades de desenvolvimento e a forma de interação da criança com seus familiares.

As diferenças individuais observadas são:

- capacidades regulatórias;

- organização da práxis;

- respostas posturais;

- linguagem receptiva e expressiva;

- resposta ao ambiente visual;

- questões de saúde, sendo estas observadas a fim de realizarmos os devidos encaminhamentos para equipe multidisciplinar.


Observamos também a qualidade de cada nível de desenvolvimento, sendo:

- capacidade de autorregulação;

- atenção e interesse pelo mundo;

- engajamento e capacidade de fazer vínculos afetivos;

- comunicação recíproca;

- organização do comportamento e resolução de problemas compartilhada;

- pensamento simbólico;

- elaboração de pontes entre ideias e pensamento emocional abstrato.


A forma de se relacionar dos familiares é observada na avaliação, especificamente na abertura para interação, nos estímulos oferecidos, na capacidade de corregulação e na adaptação da forma de agir para o perfil do sujeito avaliado. 

A avaliação consiste em seis encontros, sendo o primeiro somente com os familiares, a fim de entender a dinâmica familiar, bem como ter um conhecimento dos interesses e potencialidades da criança. Os quatro encontros seguintes são realizados com a criança, pelo menos um familiar e um terapeuta, no qual observamos como podemos adaptar nossas ações para facilitar a interação, o engajamento, a comunicação, a resolução de problemas e o pensamento.

No último encontro, explicamos o que foi observado, qual será o plano terapêutico e entregamos o relatório detalhado com o nível de desenvolvimento funcional da criança. 


Após o processo de Avaliação, a família poderá ser encaminhada para atendimento individual, para o Centrinho ou ambos, dependendo do plano terapêutico traçado. 

Modelo DIR®/Floortime™

O modelo D.I.R. (Modelo baseado no Desenvolvimento, nas Diferenças Individuais e na Relação) consiste num modelo de avaliação e intervenção que associa a abordagem Floortime com o envolvimento e participação da família, em diferentes especialidades terapêuticas (terapia ocupacional, fonoaudiologia) e direcionado à articulação e integração nas estruturas educacionais.

Além disso, é uma intervenção desenvolvimentista, na qual se observam lacunas no desenvolvimento e, por meio de interações adequadas ao perfil individual da criança ou pessoa com alguma dificuldade no desenvolvimento, essas falhas são preenchidas, tornando o desenvolvimento sólido, dando base para a aquisição de habilidades sociais, emocionais e cognitivas.

O pilar desse modelo é a relação, principalmente a dos principais cuidadores, por isso os mesmos participam ativamente das sessões nas quais recebem as orientações necessárias.

Atendimento individual

O objetivo é facilitar o desenvolvimento infantil, ampliando os níveis de desenvolvimento, respeitando as diferenças individuais e as potencialidades das crianças autistas.

Os atendimentos acontecem num contexto lúdico e as lacunas no desenvolvimento são preenchidas através das brincadeiras com o terapeuta e com o familiar. O terapeuta pode interagir diretamente com a criança ou dar orientações em tempo real para facilitar a interação do familiar com a criança, adolescente ou adulto. Sendo assim, o familiar participa de todas as sessões terapêuticas.

Num primeiro momento, para facilitar a regulação e o engajamento, seguimos a liderança e os interesses da criança e depois, de forma lúdica, inserimos desafios para aumentar a comunicação e a resolução de problemas compartilhada, sempre respeitando o perfil individual.

Os estímulos são escolhidos de acordo com o momento do desenvolvimento observado na avaliação, sendo assim, as interações podem acontecer num contexto sensorial ou simbólico.